2012 – O Fim do Mundo? Fale sério!

Periodicamente aparecem na imprensa profecias sobre o fim do mundo. Garantiu-se por expemplo que o fim do mundo ocorreria em 1910 por ocasião da passagem do Cometa Halley, aconteceu também em 1986, por ocasião de outra passagem do mesmo cometa, em 1999 por conta do final dos “anos 1000″ e novamente em 2000 por conta do final do segundo milêncio de nosso calendário.

Afinal o que acontecerá em 2012?

O Calendário Maia é um bom ponto para começar a analisar de forma objetiva as ideias catastrofistas, ele é extremamente complexo e preciso, e também é composto de ciclos maiores e menores. No dia 21 de dezembro de 2012 terminará um Grande Ciclo, que dura 1.870.000 dias, um pouco mais de 5125 anos. O que acontecerá? O Grande Ciclo seguinte começará. Apenas isso.

O Calendário Gregoriano, o nosso, tem ciclos que são os dias, as semanas, os meses, os anos, as décadas, os séculos e os milênios. O que acontece após do final de um ciclo? Inicia-se o ciclo subequente, nada mais óbvio: quando terminou o século 19 em 31/12/1900, iniciou-se o século 20. E ao final do século 20 e do Segundo Milênio, em 31/12/2000, iniciaram-se o século 21 e o Terceiro Milênio.

O Sol tem um ciclo de 11 anos em sua atividade magnética: a cada 11 anos as manchas solares somem, reaparecem, chegam a um máximo de atividade e somem novamente. Devido ao aumento do vento solar, nomáximo de atividade podem ocorrer pertubações nas comunicações via satélite ou de ondas curtas. A polaridade magnética dos pólos solares também se inverte a cada 11 anos. Tudo isso acontece sempre, há bilhões de anos, como parte da natureza do Sol. O próximo “máximo da atividade solar”, na verdade ocorrerá apenas em maio de 2013 e segundo os especialistas será mais fraco que a média das últimas décadas. Quanto à inversão dos pólos magnéticos da própria Terra, isto ocorre periodicamente, em intervalos de centenas de milhares de anos. Segundo os geofísicos, o processo de inversão leva cerca de 1000 anos para se completare nõ há o menor indício que uma inversão esteja ocorrendo atualmente.

Outro argumento que se escuta com frequência é o suposto alinhamento do Sol com o Centro Galáctico que ocorrerá no final de 2012 e desencadeia movimentos catastróficos dos continentes, terremotos e maremotos. Como o centro da galáxia é geometricamente um ponto no espaço e a Terra é outro, é bem evidente perceber-se que dois pontos sempre estão alinhados. Isso é geometria elementar. E a cada solstício de verão, ou seja, sempre que o verão se inicia no hemisfério sul no dia 21 ou 22 de dezembro, o Sol visto da Terra estará alinhado com o Centro Galáctico. Rigorosamente nada diferente acontece neste momento em termos da atração gravitacional exercida sobre a Terra devido à imensa distância que nos separa do Centro Galáctico ou mesmo das estrelas mais próximas. Apenas a Lua e o Sol exercem forças de atração gravitacional significativas sobre a Terra, forças estas que combinados resultam nas marés.

Finalmente, muito se fala na eventual colisão de um planeta desconhecido com a Terra. Esta hipótese mistura fatos reais com fantasia. O que existe de real é que durante muito tempo foram detectadas sutis diferenças entre a posição medida e posição prevista do planeta Netuno, indicando a atração gravitatcional do mesmo por corpos desconhecido além da órbita de Netuno. Plutão foi desoberto em 1930 a partir destas diferenças, e atualmente se sabe que existe todo um cinturão de pequenos objetos chamado Cinturão Transnetuniano que é responsável pelas diferenças de posição medidas. Nos últimos anos diversos objetos deste cinturão foram descobertos. Além disso, se um grande corpo estivesse se aproximando das Terra tal que fosse colidir com a mesma em 2012, há décadas ele já teria sido detectado com telescópiosm profissionais e atualmente seria visível a olho nu. Existe um grande projeto de observação de corpos que passam próximos à Terra que envolve astrônomos do mundo todo. O objetivo é descobrir com o máximo de antecedência possível corpos que estejam em rotas de colisão conosco mas felizmente até o momento nenhum corpo foi confirmado em órbita de risco.

Fonte: Professor Roberto D. Dias de Costa – Departamento de Astronomia da USP

Pois é …
Feliz Ano Novo!

Árvores na neve

Pois somos como troncos de árvores na neve.
Como parece, apenas estão deitados na superfície escorregadia,
e um pequeno empurrão deveria deslocá-los.
Não, não é possível fazer isso porque eles estão firmemente unidos a terra.
Mas, veja, até isto é mera aparência.

Denn wir sind wie Baumstämme im Schnee.
Scheinbar liegen sie glatt auf,
und mit einem kleinen Anstoß sollte man sie wegschieben können.
Nein, das kann man nicht, denn sie sind fest mit dem Boden verbunden.
Aber sieh, sogar das ist nur scheinbar.

Franz Kafka, “Die Bäume”
Aus: “Die Erzählungen – Originalfassung”, Fischer Taschenbuch Verlag GmbH
Tradução: Peter Hilgeland

O tom é que gera a música

Quando os alunos em outros países, por exemplo, na Espanha ou na França, têm de escolher entre alemão ou outra língua estrangeira, eles escolhem com frequência a outra língua. Alemão não é a língua mais apreciada. E quando se pergunta por que isto é assim, ouve-se frequentemente que o alemão não é fácil. Muita declinação, muitos gêneros, muitas regras, muitas exceções. Isto assusta! Entre os preconceitos sempre citados sobre a língua alemã está também a alegação de que ela não soa bonito. Mas quem se ocupar um pouquinho mais com a língua alemã, vai descobrir uma beleza maravilhosa, vigorosa, na harmonia das sílabas. Como em todas as línguas, depende de quem a fala – e como. O tom é que gera a música.

Fabiana de Oliveira, professora de Alemão e Inglês

Wort-Aura

Das Wort besitzt eine Aura, die aus seinem Schriftbild, seinem Klang und den Assoziationen besteht, die es in uns hervorruft, und je wichtiger und gebräuchlicher ein Wort ist, desto intensiver und prägender ist diese Aura. Wer sie zerstört, der zerstört etwas in uns, er tastet den Fundus unseres Unbewußten an.

Reiner Kunze, Die Aura der Wörter, Radius Verlag Stuttgart

Mehr Hirn, mehr Poesie

Wer Texten vorwirft, dass er sie nicht versteht, wirft nun einmal zunächst sich selbst etwas vor. Was kann ein Text für das Lesevermögen seiner jeweiligen Leserinnen und Leser? Sicherlich gibt es Texte, deren Inhalt und Güte sich nur jenen erschließen, die über eine gewisse Leseerfahrung und Bildung verfügen – und über die Frage, ob dies so sein muss, lässt sich streiten. Dies jedoch ist nicht der Kern des Vorwurfs, der Jahr um Jahr gegen komplexe Texte allgemein und gegen Lyrik insbesondere vorgebracht wird. Diejenigen, die nicht bereit sind, sich mit einem kurzen Text länger zu befassen, als die reine Erfassung der Buchstaben braucht, machen Texten zum Vorwurf, dass sie sie nicht verstehen oder nicht verstehen wollen. Sie werfen einem Text somit vor, dass er Arbeit macht.

Jörg Sundermeier

Apropos “Buchspiel”

Nicht, dass es in Vergessenheit geraten wäre, im Gegenteil.

Den Zauberberg endlich ausgelesen, einen Monat ist es her, es scheint wie nur ein Tag, der seitdem vergangen.

Jeden Tag im wörtlichen Sinne posten zu müssen behagt mir nicht. Ein Tag ist ein Tag. Er steht nicht auf dem Kalender, nicht für mich, nicht bei diesem Spiel.

Was mir gerade zu “Kindheit” einfällt:

Es ist eine kleine, einem lebenden Exemplar täuschend ähnliche Gummispinne, die ich meiner Mutter schenkte und die seitdem ein eher bescheidenes Dasein fristet – angesichts dessen, was voranging: ich fand sie im Zuckertopf der Küche eines Projektes zur nachschulischen Betreuung heranwachsender Jugendlicher. Ich adoptierte sie, denn mein Gesichtsausdruck in jenem Moment, als ich da ihre dunkle, vielbeinige Gestalt auf all dem hellen Zucker sah, brachte mich nicht nur den kleinen Rabauken, sondern auch mir selbst ein wenig näher. Meine Mutter will sie nicht mehr missen, sie hat sie auf den Kühlschrank gelegt, von wo aus sie seitdem für Verständnis wirbt.