Por Nicole Büsing e Heiko Klaas
Tradução: Peter Hilgeland
O Brasil na marcha ofensiva. Pela primeira vez, a feira SP Arte também atraiu profissionais do além-mar

Jay Jopling, "Mr. Brit Art"
Se um profissional do mercado de arte, como Jay Jopling, abandona sua exposição de arte em Hong Kong, que ocorre simultaneamente à festa paulistana, para uma visita relâmpago à SP Arte em São Paulo, isso tem um efeito significativo. É sabido que o homem, com seus óculos de armação escura e ternos Savile-Row perfeitamente talhados, não possui a fama de desperdiçar seu tempo com eventos insignificantes. Mas, especialmente em Londres, espalhou-se a notícia de que a arte brasileira poderia se tornar o próximo “grande lance”. Nesse caso, o Tate Modern representa um papel definitivo, a começar pelo restaurante do museu:

Beatriz Milhazes, "Guanabara"
“Guanabara”, o trabalho vistoso de Beatriz Milhazes pintado na parede do restaurante, assemelha-se a um retrato da Bossa Nova e transmite um clima tropical nos arredores do Tâmisa. Além disso, o Tate dispõe da coleção mais importante de arte brasileira fora do país sul-americano e registra recordes de visitantes com suas exibições especiais, como, recentemente, a dos trabalhos de Cildo Meireles:

Cildon Meireles, "The Southern Cross" (Detalhe), 1969 - 70, Foto: Wilton Montenegro
Tanya Barson, especialista da América Latina do Tate, também viajou para a metrópole de 11 milhões de habitantes a fim de encontrar colegas, visitar ateliês, e, é claro, procurar peças valiosas para o museu. Barson comenta que, apesar do seu significativo central para a história do modernismo internacional, a arte brasileira teria sido subestimada por tempo demais fora do maior país sul-americano. Mas, pelo jeito, tal aspecto não mais vigora.
Já em 2008, foi exposta uma exibição especial no Moderna Museet de Estocolmo com o título Time and Place: Rio de Janeiro.

Cartaz "Hot Spots" do Kunsthaus Zürich
E, de fevereiro a maio deste ano, o Kunsthaus Zürich também mostrou em sua exibição Hot Spots que, nos anos 50 e 60, o Rio de Janeiro pertenceu aos epicentros da vanguarda, ao lado de Los Angeles, Milão e Turim. Por enquanto, somente os comerciantes, obviamente visionando o futuro, já se abasteceram. Os preços de peças de museus estão subindo de forma nítida. Ano passado, os chamados “Bichos” de Lygia Clark, esculturas construtivistas desdobráveis de metal, ainda eram adquiridos por um valor que variava entre U$ 400.000,00 e 500. 000,00. Porém, este ano, a Galeria de Arte Ipanema pede um milhão de dólares por uma obra de dimensões maiores.
É claro que uma feira como a SP Arte está beneficiando a nova apreciação pela arte brasileira. Com exceção de alguns expositores da Argentina, do Uruguai, da Espanha, de Portugal e da França, os endereços apresentados na SP Arte são, em sua grande maioria, brasileiros. Com exatamente 80 galerias e um aumento do número de visitantes de 12.000 a 15.000 pessoas em relação ao ano anterior, a feira continua a trilhar seu caminho de sucesso em seu quinto ano de existência, embora as dimensões do evento sejam relativamente pequenas em comparação mundial. Nem mesmo a responsável pela feira contou com tamanho êxito. “Passei os últimos nove meses diminuindo as expectativas”, confessa Fernanda Feitosa, a jovem fundadora e diretora da feira diante da WELT. Mas, na noite da abertura, até ela ficou surpreendida. O público simplesmente ignorou o horário oficial da abertura e lá permaneceu por mais de uma hora. E galerias importantes, como Nara Roesler, Luisa Strina ou Vermelho, cujas ofertas se especializaram em obras de artistas brasileiros jovens e contemporâneos, tiveram seus acervos esgotados na mesma noite.
Na oferta da Vermelho, entre outras, encontraram-se as colagens politicamente carregadas do brasileiro Odires Mlászho por R$ 4.400,00. O artista combina retratos fotográficos em branco e preto de esculturas de filósofos gregos com os rostos de social-democratas alemães do pós-guerra. Além disso, no stand viu-se um aparelho interativo de massagem ocular da brasileira em voga Ana Maria Tavares por U$ 18.000,00 (segunda edição). Tavares acabou de se mudar para seu estúdio recentemente construído no complexo Artist-in-Residence da galeria vanguarda Vermelho. A maior atração do stand de Luise Strina, la grande dame da cena galerista brasileira, cujo sentido de qualidade é garantido, foi uma bicicleta de entrega, embrulhada em elástico reciclado, do brasileiro Jarbas Lopes por U$ 10.000,00. Lopes também usou essa bicicleta em projetos sociais.

Constanza Pascolato, Foto: Vânia Toledo, Fonte: Veja
A Galeria de Babel, especializada em fotografia, ofereceu fotos paparazzi de Vânia Toledo da boemia brasileira dos anos 70 e 80, um tipo de Nan Goldin tropical (de R$ 1.000,00 a 5.000,00). Além disso, Martin Parr lá apresentou sua novidade atual “Playas”, um álbum de pequeno formato com flashes de praias sul-americanas.
Ao lado de Luise Strina, o galerista alemão Thomas Cohn é um dos pioneiros no Brasil no que se refere ao trabalho das galerias com foco no mercado internacional. E é um dos poucos que apresentou uma nova descoberta não-brasileira: a jovem pintora de Berlim, Julia Kazakova. Suas pinturas de grande formato com graduações de cinza mostram cenas extremamente condensadas do mundo de trabalho socialista. Cohn acentua a situação especial do Brasil: “Embora os efeitos da crise também tenham chegado até aqui, parece que a situação vem melhorando. Exporta-se muito e os bancos não estão ameaçados de jeito nenhum.”
Também visto: Patricia Phelps de Cisneros de Caracas, Venezuela, uma das colecionadoras mais importantes da arte latino-americana. Para a diretora da feira, Fernanda Feitosa, isso é considerado um bom sinal: “Nossa feira tem somente cinco anos. Mas, aos poucos, parece que conseguimos alcançar as pessoas importantes.”
Novamente, o trabalho foi realizado para:
http://www.sp-arte.com/evento/index.php?
O texto original em Alemão se encontra aqui:
http://www.welt.de/die-welt/article3831412/Trophaeenjagd-im-Grossstadtdschungel.html
P. S. (10/05)

Brad Pitt flagrado (?) diante de uma obra de Jim Hodges
Bom, agora só faltam atores de Hollywood aparecerem em São Paulo. Como em Zürich, na Suiça. Brad Pitt, por exemplo, já farejou a moda, se exibiu na Art Basel e gastou uma boa grana com um quadro. Segundo o Wall Street Jounal, ele pagou quase um milhão de dólares para a obra “Etappe” do artista alemão Neo Rauch.
Enquanto isso, o autor deste post acabou de gastar 180 Reais com a pintura mágica de uma artista paulistana. Hoje mesmo. Ficou encantado, ainda está. Felizmente, sem nenhuma publicidade.
Cada um do seu jeito.
“Du bist ein Angshase!” dachte ich jedes Mal, wenn ich in den letzten Jahren von São Paulo nach Europa in einem Linienflug hockte und der Bildschirm mich darüber informierte, dass die Maschine sich nun über dem Atlantik befinden würde. Dabei bin ich eigentlich ganz gerne in der Luft uterwegs. Gut, beim Start liegt mein Adrenalinspiegel schon über dem Durchschnitt: ich drücke dann die Daumen, dass die Maschine den Hintern hochkriegt, voll besetzt und betankt. Und obwohl ein transatlantischer Linienflug zwar öde ist wegen der langen Zeit, die man in einer solchen klimatisierten Röhre verbringen muss, so ist das Ganz doch nicht unbedingt ein unangenehmes Erlebnis. Ausserdem freut man sich auf das Reiseziel, vor allem dann, wenn man Europa, Deutschland nur noch als Besucher wahrnimmt und eine Chance hat, sein Heimweh zu verarbeiten.
Trotzdem hatte ich jedes Mal ein mulmiges Gefühl über dem Atlantik, wenn das Fasten-Seatbelt-Zeichen aufleuchtete. Wer diese Route kennt, weiss, dass dort Turbulenzen so gut wie regelmässig vorkommen. Auch Witze wie: “Du bist zu alt für so was”, halfen wenig. War der Flug tagsüber, so linste ich dann besorgt nach draussen auf die zitternden Spitzen der Tragflächen. Das mag überzogen klingen, aber ich habe mich schon immer gefragt, wie es denn wohl um die Belastbarkeit der Maschine bei starken Turbulenzen bestellt sein könnte. Bei fast tausend Kilometern pro Stunde.
Nun mag das ja alles übertrieben klingen. Schliesslich ging bisher immer alles gut. Transatlantikflüge sorgen nicht für Schlagzeilen. Sie sind Routine. Will heissen: sie waren Routine. Jedenfalls bis heute.
Mein Ungemach bei Turbulenzen war also nicht ganz so kindisch, wie es scheint. Und meine Vermutung, dass sie auch die eigentliche Ursache für den Absturz des Airbus gewesen sind, mag irrational sein. Na, vielleicht war’s ja auch eine fatale Kombination aus starken Böen und elektrischer Entladung. Ich harre der Dinge, die da kommen und hoffe, dass es den Experten gelingt, die Unglücksursache zu klären. Fest steht, dass mir das Unglück auf meine Weise in den Knochen sitzt. Ich durchlebe das Gefühl, das ich in solchen Momenten hatte und weigere mich, mir auszumalen, was dann weiter passiert ist. In den letzten Minuten: Panik, Verzweiflung, lähmende Angst. Eine nächtliche Tragödie.
Por Nicole Büsing e Heiko Klaas
Tradução: Peter Hilgeland
Crise? Mas que nada! Em São Paulo, na maior feira de arte da América Latina, os negócios vão de vento em popa – e de maneira bem racional. O mercado internacional cai de boca no modernismo brasileiro e até leva consigo a arte de rua do país.
Caipirinhas, mansões de luxo e loiras exuberantes de salto alto. A piscina é obrigatória e, é claro, com iluminação subaquática. Se estivéssemos no sul da Flórida, na época do boom da Art Basel Miami Beach, o resto da história seria óbvio. Após três drinques no máximo, os convidados continuariam a festa dentro da piscina. À certa altura, não haveria mais contenção e os tablóides obteriam sua história, seguindo o velho lema: esses organizadores de eventos artísticos são loucos.
Porém, em São Paulo, a maior cidade brasileira com mais de 11 milhões de habitantes, o cenário das artes se apresenta mais sóbrio, inclusive em suas festas de lançamento. Formas de comportamento afetado, tipo nouveau-riche, não são benquistas, algo que também se deve ao fato de que os bairros nobres e as favelas nem sempre estão tão distantes, como se imagina.

Interior do pavilhão Ciccillo-Matarazzo
No entanto, no pavilhão da Bienal, no parque do Ibirapuera – criado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e considerado o maior pulmão verde da cidade -, o clima é de descontração. Alguns visitantes até desfilam de jogging na quinta feira de arte da SP Arte. Trata-se da maior e a mais importante feira da América Latina. Oitenta galerias, em sua maioria na América do Sul, mas também na França, na Espanha e em Portugal, exercem uma disciplina que recentemente não causou muita alegria aos organizadores da Europa e dos Estados Unidos: a venda de obras de arte em tempos da crise.
Mas, enquanto os números das vendas nas feiras de arte na Europa e nos Estados Unidos sofreram quedas significativas, constata-se um clima de garimpo ao sul do equador: colecionadores brasileiros e internacionais estão açambarcando as últimas peças vendáveis do modernismo brasileiro, cujas obras dos anos 50 aos 80 não precisam temer nenhuma comparação com obras da América do Norte e da Europa.

Mira Schendel, Sem Título, 1984
Até Jay Jopling, o dono de uma célebre galeria de Londres, visitou a feira espontaneamente, embora estivesse, na mesma data, expondo obras de sua galeria White Cube na feira de arte em Hong Kong.
E Sarina Tang, colecionadora, curadora e conselheira de arte de Nova Yorque, diz com propriedade: “Por muito tempo, a arte brasileira moderna foi marcada como arte do terceiro mundo. Parece que agora essa imagem está sendo corrigida num processo sumário.”
Tang, que nasceu em Xangai e cresceu em São Paulo, conhece bem os mercados em alta. Desde o início, ela acompanhou o desenvolvimento deste na China. Lá surgiu, praticamente do nada, uma cena contemporânea que, muitas vezes, seguiu a ordem do vendável e da caça ao efeito, e cujos preços subiram de forma exorbitante devido às atividades de especuladores e leilões.
Tang atesta à jovem cena brasileira um padrão maior de substância. “A arte contemporânea brasileira se serve de um vocabulário bem mais internacional e consistente do que a arte jovem da China ou da Rússia. Por causa disso, desejo a ela um público mais amplo.”
Fernanda Feitosa, a diretora da feira, expressa um ponto de vista semelhante. Ela também espera que a tendência seja menos extrema que na China. “É bem provável que, um dia, os preços também exacerbem aqui. Mas, a longo prazo, dinheiro demais no mercado não é bom. Seria melhor se pudessemos nos desenvolver passo a passo.”
Por que será que os especialistas consideram o Brasil um dos centros do modernismo internacional? Felipe Chaimovich, curador no Museu de Arte Moderna de São Paulo, esclarece o assunto:

Helio Oiticica, Grande Núcleo, 1960 (Fonte: Projeto Hélio Oiticica)
“Nos anos 50, o Brasil se posicionou de uma forma completamente nova: como poder de liderança da América Latina e do terceiro mundo. Oscar Niemeyer realizou Brasilia, a nova capital, e a Bienal de São Paulo ganhou um nível de padrão internacional. Naquela época, artistas, como Lygia Clark ou Helio Oiticica, comecaram a produzir a arte neoconcreta que também foi reconhecida internacionalmente.”
Embora tenha sido um advento tardio, é exatamente esse tipo de arte que agora está sendo procurado por colecionadores e museus do mundo inteiro. As esculturas desdobráveis e frágeis de aço fino de Lygia Clark; os trabalhos delicados de papel de Mira Schendel; ou um biombo de Ivan Serpa, pintado com formas reduzidas e geométricas. Na SP Arte, tais obras são adquiríveis – no entanto, a preços que, em geral, estouram os orçamentos dos grandes museus internacionais.
Segundo Emma Lavigne, curadora do Centre Pompidou de Paris, isso coloca os museus numa posição de desvantagem. “Às vezes, leva de seis a sete meses, ou até um ano, para um museu como o Centre Pompidou aprovar uma aquisição, porque o processo passa por mais de uma instância. Já os colecionadores particulares podem reagir bem mais rápido.
Em cartaz na Art Basel: Arte de Rua de São Paulo
Porém, para quem acredita que a High Art dos museus seja um tema batido, terá sua recompensa em São Paulo mesmo assim. A arte do grafite, criativa e colorida, está surgindo em todos os cantos da cidade. Desde que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, proibiu os outdoors e as propagandas luminosas na paisagem urbana, há muito mais área à disposição dos grafiteiros. Os protagonistas da cena são notórios.

"Os Gêmeos" (Fonte: O Globo)
Atualmente, os gêmeos Gustavo e Otavio Pandolfo, 34, estão em voga.
Suas pinturas de um colorido intenso acharam a trilha para a primeira liga da cena de arte brasileira: a famosa galeria Fortes Vilaça vende as obras com grande sucesso. O fato de os gêmeos continuarem ativos no espaço urbano é uma questão de honra.

Kboco
O colega Kboco, 31, também fez sucesso. Seus sistemas geomêtricos e harmônicos de linhas e círculos se encontram nas fachadas de muitas cidades brasileiras. O trabalho dele será exposto este ano, pela primeira vez, pela Galeria Marilia Razuk na famosa Art Basel.
O motor da cena é o ágil galerista Baixo Ribeiro. Cinco anos atrás, ele fundou o “Choque Cultural”, um espaço para novos talentos. Antes disso, Ribeiro marcava presença em cenários de skateboard e da moda. Foi assim que ele entrou em contato direto com as celebridades do grafite. Hoje Ribeiro as interliga com os sprayers de Nova Yorque, Los Angeles, Paris e Londres. Como a maioria dos colecionadores de Baixo Ribeiro aprecia a pintura contemporânea, ele consegue lhes transmitir que a Arte de Rua de São Paulo é de alta qualidade pitoresca, tanto nas fachadas quanto na tela.
Ribeiro: “Quem pinta na rua, recebe um feedback direto do público. Quando as pessoas não gostam de algo, aquilo desaparece em poucos dias. Do contrário, os bons trabalhos ainda permanecem no espaço urbano por mais de 10 anos.”

Trabalho dos Gêmeos em Coney Island, New York
A tradução foi realizada para:
http://www.sp-arte.com/evento/index.php?
O texto original em Alemão foi publicado aqui:
http://www.spiegel.de/kultur/gesellschaft/0,1518,625429,00.html
Last but not least, um site brasileiro sobre arte contemporânea:
http://www.lost.art.br/main.htm
Wenn Blogs ein letzter Höhepunkt und damit auch der Abgesang auf das geschriebene und gedruckte Wort sein sollten, dann wäre Twitter the last frontier. Die letzte Herausforderung an den Buchstabenmenschen. Eine Minute Konzentration, in Echtzeit übertragen. Direkt von der Front. Nonsens ist natürlich vorprogrammiert: “Gerade mit Lona gefrühstückt. Butter ranzig”. Kann aber auch die Chance sein, mal wirklich auf den Punkt zu kommen.
Nachmittags gegen 15 Uhr, an einem strahlend-frisch-luftigen Samstag den Hügel hochgefahren. Mein Ziel, die Martins Fontes an der Avenida Paulista, ist eine Buchhandlung. Sie liegt quasi an der Ecke mit der Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Rein in den Bus, Gelobt sei dieses Beförderungsmittel. wenn die Strassen nicht von Autos verstopft sind. 15 Minuten Weg, an besagter Ecke aussteigen, schon bin ich da. So oft dran vorbei gelaufen, die letzten Monate.
Dabei ist der Laden wirklich gut.
Eher bescheiden im Vergleich zur allmächtigen Livraria Cultura. In der kann man sich schon mal verlaufen. Der grosse Bruder liegt an der gleichen Avenida, frisch erweitert, in futuristisch-elegantem Stil renoviert. Jede Menge Rampen, Ebenen, schicke Beleuchtung, ein nicht gerade billiges Café und ein weitläufig verstreutes Häufchen Angestellte, die sich immer dann umdrehen und weglaufen, wenn man sie anguckt. Da steht man dann, vor imposanten Regalen, und findet nicht nur nicht das, was man sucht sondern läuft auch Gefahr, sich unter dem Impact des architektonischen Events doch glatt selbst zu verlieren. “Was wollt ich doch gleich?” Mein Vorschlag: die Herrschaften der Livraria Cultura sollten ihren Besuchern am Eingang ein geschäftseigenes kleines Gerät in die Hand drücken, um die Orientierung zu erleichtern. Von mir aus gegen Pfand. BPS. Bookstore Positioning System. Das wär’s.
Nicht so die Martins Fontes. Sie ist eine Buchhandlung. Mit Allem, was “dazugehört”. Also nicht so ein Krampf wie Montanus oder Thalia – um das Ganze mal auf deutsche Verhältnisse zu übertragen.
Auf der Suche nach Lehrbüchern fiel er mir sofort auf. Im ersten Stock. Leicht gerötetes Gesicht, weisser Vollbart, im Gespräch mit einer sympathischen Frau gehobenen Alters. Unsere Blicke kreuzen sich. Streng, aber klar sieht er mich an. Ich sehe zurück. Oder war es umgekehrt? Chemie des Augenblicks. Neugierde, Abstand, Interesse, Ruhe. Ich fühle mich eh wohl. Muss am Wetter liegen. An der kühlen Luft und dem blauen Himmel. Ausserdem ist Samstag. Mein Lieblingstag. Arbeit und Freizeit in bester Symbiose.
Ich stöbere also im Regal, plaudere dabei mit einem freundlichen, hilfreichen Geist des Hauses und schlage danach an einem Tisch mein Lager auf, um das Material in Augenschein zu nehmen.
Irgendwann blicke ich auf und eine Menge Leute sitzt um mich herum, auf Stühlen und ein paar bequemen Sesseln. Ich nehme das zwar wahr, aber das Material hat mich noch fest im Griff. Meine Wahl steht fest. Freudige Erleichterung und gewecktes Interesse. Ich bin inspiriert. Und die Ruhe selbst. Ich habe alles notiert. Kaufen werde ich später. Nicht heute. Ich stehe also langsam auf, fast wie in Trance, und entsorge den Stoff auf der PC-Konsole meines freundlichen Helfers. Ich sehe mich um. Schade, dass er nicht mehr da ist. Langsam wird mir klar, dass der buchgefüllte Raum, in dem ich mich befinde, sich gerade in eine Bühne verwandelt.
Für den Mann mit dem weissen Bart.

Laboratório de hackers em San Francisco, California
https://www.noisebridge.net/wiki/Noisebridge
Segundo o dicionário babylon, os hackers são …
… pessoas que gostam de trabalhar com computadores, programação e transmissão de dados e, também aquelas que tentam descobrir códigos de comunicações ilegalmente.
Com frequência, surgem novas empresas no setor de idiomas, cujo objetivo nem sempre é oferecer um trabalho de qualidade, mas sim extrair dinheiro das suas vítimas, os alunos. Tal comportamento também atinge os professores contratados por essas empresas. É algo que o aluno não percebe, mas que diz muito a respeito. Dadas minhas útimas experiências como profissional, aconselho cautela. As aparências podem enganar. Ética e trabalho nem sempre percorrem o mesmo caminho. Que novidade!
Veja bem: o seguinte é a tentativa de um resumo objetivo. É uma formalidade. Embora que haja mais por trás disso, não vale a pena entrar em detalhes.
Prezados Senhores,
as ocorrências do mês passado não me deixam escolha,
se não constatar as observações seguintes.1. Considero uma falta de consideração vocês não me
informarem sobre mudanças de horários e professores.
Consigo lidar muito bem com tais decisões, mas também
penso que vocês me deviam um informe. Um telefonema
simples já teria sido o suficiente.
De minha parte, eu sempre cumpri tais premissas.
Avisei por telefone ou por email. pois considero isso um
comportamento ético e de bom senso.
Até indiquei um colega quando não me foi possível
atender a demanda de vocês.2. Embora, à primeira vista, tal conduta possa revelar uma
má organização da parte de vocês, surgiu um segundo fato
que levantou dúvidas a respeito. Durante um telefonema,
semana passada, com um de seus funcionários, constatei
contradições óbvias entre as afirmações dele e as da aluna
sobre qual falamos naquele dia. A única conclusão possível
é que um dos dois não falou a verdade. Será que, por algum
motivo, tenha sido a aluna? Sinto muito, mas duvido disso.Muita gente que conheço se interessa em aprender mais
que um idioma estrangeiro e por isso me pede indicação
de professores particulares ou escolas. Dada a experiência
desagradável que eu tive com vocês, prefiro dar preferência
a outros parceiros.Sem mais,
Peter Hilgeland
